Rápidas – NYC

– O Bryant Park é um dos meus lugares preferidos nesta cidade. Ele fica na 42nd St, perto da 6th Ave. Cheguei aqui a primeira vez por acaso, sentei e adorei o clima. Agora, quando não sei o que fazer, ou preciso passar muito tempo em frente ao computador, ele é meu ponto de referência. Pego meu netbook e fico aqui a tarde toda. Troquei minha escrivaninha pelas mesinhas daqui, sem nenhuma sensação de perda.

– A menina que arruma as camas do hostel em que me hospedei semana passada ganha, em 15 dias, o que eu ganhava para trabalhar um mês inteiro no Brasil. Ela tem 20 anos, ainda não fez faculdade, e trabalha no máximo umas seis horas por dia. Comecei a entender o que é o “sonho americano”.

– Uma das minhas comidas preferidas em NYC, por enquanto, é o falafel. Sanduíche com bolinhas de grão de bico fritas e salada temperada. Barato, fácil de comer e gostoso. Dá para encontrar em qualquer esquina, ao lado da Starbucks – aqui tem, pelo menos, duas Starbucks por quarteirão.

– Deletei as músicas brasileiras do meu MP3, pra me forçar a ouvir inglês o tempo todo. Se tem uma coisa brasileira da qual eu gosto – tirando o arroz com feijão e o Rio de Janeiro, claro – é a bossa nova. Não vou dizer que é impossível viver sem, mas faz uma falta… Às vezes, dou uma disfarçada para mim mesma e ligo uma rádio brasileira qualquer no computador para ouvir Chico Buarque…

– Todos os celulares daqui têm o mesmo sinal para quando chega uma mensagem. Claro que toda vez que alguém recebe uma mensagem todos os outros bobos olham o celular… É caótico! Você ouve o mesmo “pi pi” o dia inteiro. Alguém sabe se dá para mudar essa configuração?

– Balada em São Paulo só tem homem feio. Desculpem, meninos, mas vocês que são lindos não devem sair em casa nos finais de semana à noite. =P Pois é, mesmo assim estou sentindo falta das baladas de São Paulo. Aqui, acreditem, é muito pior. E, ainda por cima, quando aqui só aparecem homens feios, não tem um sambinha de fundo e um drink por R$ 10 pra consolar. Com certeza a música ao fundo será hip hop e o drink custará, no mínimo, R$ 30.

– Hoje é, oficialmente, o final do verão em NYC. O clima já começou a mudar e, para mim, é quase inverno. Dá para usar vestidinhos curtos até as 15h ou 16h. Depois disso, uma boa blusa de manga comprida é necessária. Tô com um medo desse tempo frio que vem vindo que não consigo nem imaginar…

– Há dois anos viajei para Portugal e Moçambique por 45 dias e, ao final da viagem, tinha engordado seis quilos (que felizmente perdi morando sozinha e passando fome com as minhas comidas horríveis). Pois bem, já estou em NYC há quase 25 dias e não engordei nadinha de nada. Nada como viajar para lugares em que a comida é cara e você prefere andar para não pagar o táxi… Fantástico! Hahahaha

– Meu inglês é incrivelmente melhor quando quero dar o fora em alguma pessoa do que quando quero socializar. Auto-boicote, será???

– Minha roommate tem um cachorrino chamado Tob (ou algo que pode ser pronunciado dessa maneira). Ele é um magrelinho que quer atenção o tempo todo e dorme encochado no meu joelho. Saudade dos meus cachorros no Brasil. Eles são como criança: muda o país, muda a família, muda a cultura, mas eles são todos iguais.

– Comecei a traçar um plano com as possibilidades do que eu posso fazer no futuro. Mudanças de emprego (ou de área), mestrado, cursos, viagens. Ainda estou bastante perdida, mas com uma certeza. Largar tudo o que eu estava fazendo no Brasil nos últimos dois anos foi uma das decisões certas que fiz nessa vida. O problema é que ainda não larguei TUDO. Da semana que vem não passa…

– O único chocolate que comi nas últimas três semanas foi o Lindt. Morram de inveja! Ok, a maioria de vocês comeu arroz, feijão e pizza pra compensar… Inveja balanceada!

– Esta é a primeira vez que moro em outro país. Não me sinto viajando em NYC: de manhã eu estudo, à tarde termino frilas pendentes, à noite vou para um barzinho com amigos. É uma sensação diferente, mas que me atrai bastante.

– Ontem foi o Brazilian Day em NYC e eu morri de vontade de dançar forró. Não, ninguém dançou comigo… Tinha pastel e guaraná. O pastel (meio fajuto) custava R$ 8 e a latinha de Guaraná, R$ 4. Para quem come carne, também tinha coxinha e kibe. Não preciso dizer que as ruas ficaram imundas depois do evento. Mais de 1,5 milhão de pessoas estavam por lá.

– Ok, depois de duas horas escrevendo no Bryant Park talvez eu comece a achar que este não é mais o meu lugar preferido em NYC. Este (falo este porque ele acabou de aparecer aqui) é o segundo cara com mais de 45 anos que veio me convidar para um drink e se disse encantado por mim. Já o cara lindo que está sentado na minha frente (e que deve ter uns 30 e poucos anos) está acompanhado… Por que tanta injustiça nesse mundo, meu deus? Acho que vou procurar um lugar perto da NYU (New York University) da próxima vez que quiser escrever – pelo menos pra garantir que, se alguém vier falar comigo, vai ter menos do que 20 anos a mais do que eu… Sim, eu tenho preconceitos, hahaha.

~ por Lúcia Nascimento em 08/09/2009.

4 Respostas to “Rápidas – NYC”

  1. Eu costumava pegar uns mais novinhos na Union Sq, hahaha. Mas la nao tem mesinhas😦

    Tinha esquecido do falafel! Eu tambem adorava o falafel de NY!🙂

  2. Alias, tem uns barzinhos/restaurantes brasileiros no Village, se quiser ouvir musica boa🙂

  3. Uhuuu falou a Erica pegadora!! rs

  4. Union Square, aí vou eu! =P hahaha

    Onde ficavam esses barzinhos, Eriqueta? Você lembra a rua?

    beijos!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: